sábado, 24 de setembro de 2011

MARECHAL RONDON - HOMEM DE PAZ

Tema : Paz A Grande Conquista
(obs: ilustrações na pagina desenhos e ilustrações)

No dia 5 de maio de 1865 nasceu o menino Cândido Mariano da Silva Rondon. Bisneto de índios, estudou em Cuiabá onde formou-se professor, aos dezesseis anos de idade. No intervalo dos estudos ia ajudar o tio, que o criou, na vendinha da roça.
Fig. 1- Nas folgas gostava de dar uns mergulhos no rio. Adorava nadar e andar “plantando bananeira”.
Fig. 2- Em 1881 foi para o Rio de Janeiro estudar na Escola Militar. Foram tempos difíceis. Tinha que agüentar o deboche de alguns colegas que falavam:
– Você pensa que vai passar com a matemática que aprendeu em Cuiabá?
Rondon respondia, serenamente:
– Bem, não custa tentar.
Rondon estudou muito e pelas excelentes notas tirou “distinção” e passou a ser respeitado pelos colegas. Sua saúde, no entanto, não era nada boa. Uma vez, Rondon desmaiou. Teve complicações e ficou tão grave sua saúde, que os colegas começaram a organizar uma lista para o enterro do rapaz. Mas um dia, Rondon levanta-se da cama e pede aos colegas: – Estou com vontade de comer abacaxi!
Acharam que estava delirando e, com o consentimento do médico, resolveram atender seu “último pedido.” Rondon comeu abacaxi e melhorou. Depois pediu uvas, mamão, banana, pêras e foi comendo de tudo. Espantou a todos com sua melhora. Ficou bom. Em agradecimento aos colegas, passou a dar aulas, gratuitamente, para eles. Sempre foi um aluno exemplar.
O Brasil com seu imenso território precisava melhorar suas comunicações. O imperador D Pedro II determinou então que as comunicações pelo telégrafo sem fio (o mais adiantado da época) se estendessem do Rio de Janeiro até Cuiabá. Teriam que colocar postes e estender fios por diversas cidades. Nessa época Rondon era capitão-engenheiro e foi-lhe dada essa importantíssima missão.
Fig. 3- Rondon tornou-se conhecido por seu trabalho junto aos índios. Chefiou diversas expedições pelas florestas brasileiras fazendo contatos pacíficos com os indígenas. Tinha um lema:
– Morrer, se necessário for, matar, nunca!
Rondon nunca usou suas armas contra homens.
Apesar da grande responsabilidade do trabalho da expedição, Rondon era calmo. Acordava todo dia às quatro horas da manhã e mergulhava no rio para nadar, um pouco, antes do café.
A sobrevivência na selva era difícil. Mas Rondon conhecia a floresta. Sua expedição alimentava-se de palmito, mel, chá, peixe e caça. As doenças da selva (malária e impaludismo) matavam muitos militares das expedições e Rondon chegou a receber ajuda dos próprios índios, tão temidos por muitos, e que faziam os trabalhos mais difíceis, de remover troncos e abrir caminhos dentro da mata.
Graças à grande habilidade de Rondon no trato com os indígenas e pelo espírito de paz que ele manifestava, conseguiu manter um clima de cordialidade e paz entre brancos e índios.
Rondon abriu estradas ligando pontos distantes do nosso país e ajudou os índios, vítimas de fazendeiros que invadiam suas terras e os matavam. Descobriu e deu nome para rios, lagos, vales e montanhas do nosso imenso país.
Em 1910 assumiu a chefia do Serviço de Proteção aos Índios. Mais tarde criou o Parque Nacional do Xingu. Em 1955, foi promovido a marechal. Estava presente na importante cerimônia um índio carajá.
Marechal Rondon - um homem de caráter firme, que trabalhou muito e passou a ser conhecido e  respeitado mundialmente, por ser um homem de paz. Desencarnou em 1958, com 93 anos de idade.



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