Precursores do Espiritismo

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quarta-feira, 14 de março de 2012

O MENINO RABUGENTO


narrador –
Olavinho era um menino muito rabugento. Vivia reclamando de tudo. Se fazia muito sol, reclamava do calor. Se chovia, reclamava da chuva. Era difícil vê-lo alegre. Além disso, todo dia, queixava-se de alguma dor.

olavinho –
(fig.1) – Que dia horrível! Que dor de cabeça. Ih! Estou com dor nas costas e nas pernas...
narrador –
Ele vivia sozinho. Não tinha amigos. Os colegas da escola não brincavam com ele. D. Néa, sua mãe, estava muito preocupada e pensava... pensava... Um dia...
mãe –
(fig.2) Tive uma idéia! Vou chamar meus filhos. Meninos!!... (fig.3)
meninos –
Pronto, mãe.
mãe –
Precisamos ajudar o Olavinho. Tenho um plano, mas é muito importante que todos participem. Posso contar com vocês?
meninos –
Sim, mamãe!
mãe –
Então, não podemos perder tempo. Vamos começar amanhã cedo. É o seguinte...        (aproximar as figuras para D. Néa contar o plano aos três filhos. Todos retiram-se.)
narrador–
No dia seguinte, logo de manhã, Olavinho começou:
olavinho –
Que dia horrível!
meninos –
É mesmo. Que dia horrível!
olavinho –
Meu dedão do pé está doendo.
meninos –
O meu também está doendo! Muito, mesmo!
narrador –
Olavinho arregalou os olhos, muito admirado! (superpor a fig.4)
olavinho –
Mamãe! O que está acontecendo aqui?
mãe –
(meio indiferente) Eu não sei, meu filho. Estou com tanta dor de cabeça...
olavinho –
Ah! Essa não mamãe! Você também!
narrador -
E continuaram os quatro a reclamar de alguma coisa ou dizer que estavam sentindo alguma dor. Até que Olavinho percebeu que sua família estava diferente.
olavinho –
Vocês estão rabugentos, mal humorados, cheios de dor! Quero saber o que está acontecendo aqui! Todo mundo mudou de repente. Eu não gosto dessa família assim. Eu gosto de vocês como eram antes. Estão me incomodando muito! Não agüento mais ouvir tanta reclamação...
meninos –
Muita reclamação aborrece você?
olavinho –
Claro, é tão desagradável só ouvir reclamação!
meninos –
Você acha mesmo que reclamação incomoda? Então ouça. (Os irmãos aparecem com um gravador na mão. (fig.5). Dão um abraço em Olavinho que, muito surpreso, escuta a sua própria voz no gravador).
– Que dia horrível!
– Meu dedão do pé está doendo!...
– Meu chinelo não está no lugar!...
– “Que droga”! Estou sem dinheiro!...
– Que dia horrível!
– Meu dedão do pé está doendo!...
– Meu chinelo não está no lugar!...
– “Que droga”! Estou sem dinheiro!...
– “Que chato” esse dever de casa!...
narrador:
Olavinho nada falou. Mas, toda vez que pensava em fazer uma reclamação (substituir a figura 4 pela 6) lembrava de sua voz desagradável e... calava.

Tema: Autoconhecimento (2)

Objetivo:
Realizar o esforço do autoconhecimento necessário à progressiva melhoria do ser.
1- Atividade Dinâmica: sugestões no MA-03 e MA-05.
2- Harmonização Inicial
3- Atividade Introdutória
3.1- Solicitar ao grupo que cite, verbalmente, emoções e sentimentos (raiva, medo, dor, angústia, ansiedade, alegria, paz, carinho, compaixão, humildade, orgulho, calma, etc.)
3.2- Dividir a turma em duplas ou trios. Cada mini-grupo irá escolher uma emoção e combinar como representá-la, por meio de gestos.
3.3- Pedir aos participantes que formem um círculo. Cada grupo irá representar no centro da roda. Caso ninguém identifique a emoção, o educador entrará no grupo tentando auxiliar a representação.
4- Atividade Reflexiva
4.1- Perguntar:
– Foi difícil descobrir a emoção representada?
– Observando as atitudes e as reações dos outros, podemos descobrir o que estão sentindo?
4.2- Contar o seguinte caso:
Uma pessoa entra em um ônibus, paga sua passagem e recebe o troco faltando algum dinheiro. Essa pessoa reclama do cobrador, se descontrola e faz um escândalo. Todos olham e a pessoa nem percebe o que está acontecendo. O motorista se distrai com a discussão e bate no carro da frente causando grande confusão no trânsito. Nesse momento, os passageiros, revoltados, apontam para o causador do problema.
4.3- Questionar:
– Pela atitude do passageiro podemos descobrir o que sentiu ao receber o troco errado? Esse é um sentimento bom? Traz boas conseqüências?
– Neste caso qual foi a conseqüência ruim?
– A raiva contagia os outros com facilidade?
– Essa pessoa agiu de forma inteligente? Ela pensou antes de falar?
– Todas as vezes que agimos sem pensar, podemos provocar conseqüências ruins?
– Vocês conhecem algum caso para contar? (ouvir os participantes e dizer que também tem um caso para contar).
4.4- Narrar: o menino rabugento, com o recurso de teatro de vara. (Colorir cada figura, colar em cartolina e recortar. Prender cada figura na extremidade de uma vareta de churrasco ou palito de sorvete. Preparar o palco numa caixa grande de papelão decorando-a).
4.5- Explorar a narrativa, concluindo que:
Ü Maus pensamentos e maus sentimentos nos adoecem física e mentalmente, enquanto que bons pensamentos e bons sentimentos ajudam a nossa saúde.
Ü Devemos ajudar as pessoas a superar suas dificuldades para terem uma vida mais agradável e feliz.
5- Atividade Criativa
5.1- Pedir ao grupo que imagine uma comunidade muito feliz, onde todos vivem em harmonia. Como seria este lugar, suas casas, prédios, árvores, escola, pessoas...?
5.2- Pedir que formem grupos de, no máximo, oito pessoas. Distribuir, a cada grupo, cola, tesoura, uma folha de papel pardo (ou similar) e canudinhos de refresco. Pedir que cada participante faça a sua casa colando os canudinhos (inteiros ou cortados) no papel pardo.
5.3- Pedir que, em conjunto, façam os outros elementos que compõem essa comunidade (árvores, parques, pessoas, escola, etc), também usando os canudinhos.
5.4- Imaginar o relacionamento das pessoas nessa comunidade que vive em harmonia, descrevendo o seu cotidiano.
6- Harmonização Final/ Prece
6.1- Visualizar-se nesse local de paz, com todas as pessoas fraternas e felizes. Uma luz brilhante e colorida envolve a tudo e a todos.
6.2- Meditar:
Eu vivo a paz. Eu amo a paz.

7- Auto-Avaliação 

Ilustração O MENINO RABUGENTO

 Fig 1 e 2 


 Fig 3, 4, 5 e 6

quinta-feira, 8 de março de 2012

Mais higiene pessoal




Tema; A BUSCA DA VERDADE (2)

OBJETIVO:
Despertar o interesse para a busca das verdadeiras riquezas do Ser.

1. ATIVIDADE DINÂMICA

DISPARATE

Os participantes são divididos em dois grupos.  A um deles o coordenador dá  tiras de papel com as perguntas da relação abaixo (ou outras).  Ao outro grupo dá as respostas.  Os dois grupos aproximam-se formando duplas, aleatoriamente, colocando-se em duas fileiras que se defrontam. Cada participante lê, em voz alta, a pergunta e seu par a resposta.  Este jogo pode ser repetido outras vezes pois, a cada nova formação de duplas, haverá nova surpresa.
PERGUNTAS
RESPOSTAS
1.  Onde você estuda?  
ó
1.  No 3o andar do prédio da esquina.
2.  Como gosta de comer?   ó 2.  Na mesa com garfo e faca.
3.  Onde você brinca? ó 3.  No fundo do quintal, à noite.
4.  Onde guarda os sapatos? ó 4.  Debaixo da cama.
5.  Você beija suas amigas?  ó 5.  Depende da intimidade.
6.  O que seu melhor amigo gosta de fazer? ó 6.  Cafuné na sola do pé.
7.  Como você gosta de dormir?  ó 7.  Bem espalhada na cama.
8.  Como você se distrai? ó 8.  Vendo filme de terror.
9.  Onde você tomou banho? ó 9.   No banheiro da escola.
10. Você faz careta?  ó 10.  Só trancado no carro.
2. HARMONIZAÇÃO INICIAL
3. ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
3.1- Apresentar no quadro, ou em tiras de papel, as seguintes frase:

A esperança é a última que morre.
A esperança é um inseto; portanto, tem seis pernas.
Estudei com a esperança de tirar boa nota.
A esperança dá  alegria aos corações.
3.2- Pedir ao grupo que leia cada frase e aponte aquela(s) onde a palavra esperança se refere a um ser vivo e as que se referem à esperança como sentimento.
3.3- Dizer que contará uma história que fala da esperança como sentimento.
4- ATIVIDADE REFLEXIVA
4.1-  Narrar a história: as estrelas que ficaram na terra
4.2- Avaliar a compreensão da história, através de perguntas.
4.3- Relatar o seguinte fato:

Um rapaz, no seu primeiro emprego, certo dia acendeu uma vela para procurar um objeto num cômodo totalmente às escuras.  Ali havia uma vasilha com um líquido inflamável, que logo pegou fogo. O rapaz rapidamente apagou-o com um cobertor que encontrou no chão. Ao ser chamado atenção pelo descuido, que poderia um líquido inflamável ter provocado um grave incêndio, defendeu-se dizendo ignorar que havia ali. Ele desconhecia a verdade isto é, a realidade daquela situação.

4.4- Perguntar:
– É importante conhecer a verdade sobre as coisas?
– É importante conhecer a verdade sobre nós e o que nos ajuda ou prejudica?
4.5- Ouvir as respostas. Dizer que nos próximos encontros iremos descobrindo muitos “pedacinhos” da Verdade sobre nós e sentiremos muita esperança. É a Verdade e a Esperança vão dar-nos paz, coragem e felicidade.
5- ATIVIDADE CRIATIVA
5.1- Dividir a turma em dois ou mais subgrupos, colocando-os afastados.  Propor que cada um crie uma dramatização: “O diálogo das estrelas que visitaram a Terra”. 
Lembrar que poderão falar sobre o que as estrelas pensavam antes de visitarem a Terra, o que viram de belo e de ruim, a surpresa, o regresso, a decisão da estrelinha verde etc.

5.2- Pedir que cada grupo faça sua apresentação. Valorizar os trabalhos apresentados, complementando com alguma observação que se faça necessária
6- HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE
Colocar música instrumental suave. Pedir que todos se sentem confortavelmente, fechem os olhos, respirem naturalmente, prestando atenção aos movimentos respiratórios.  Quando se sentirem relaxados e tranqüilos, imaginar um céu muito estrelado.  Fixar essa imagem mental, procurando sentir grande paz.
7- AUTO-AVALIAÇÃO
Pedir que cada um expresse o interesse que cada atividade despertou, e se a conduta individual e a grupal favoreceram o trabalho realizado.

AS ESTRELAS QUE FICARAM NA TERRA


Dizem que as estrelas do céu olhavam a Terra de longe. Lá do alto do céu, a Terra é uma pérola azul, linda, girando no espaço. As estrelas ficavam olhando, muito curiosas.  Um dia resolveram conhecer o planeta azul de perto.  Partiram todas juntas, deixando um grande espaço no céu.
O Senhor das estrelas, preocupado, chamou o Espírito Guardião e perguntou onde elas estavam. O Guardião, muito assustado, disse que haviam fugido para a Terra, aquele planeta azul tão bonito. O Senhor das estrelas ainda pensava no que fazer, quando viu que as estrelas já estavam voltando aos seus lugares no céu. – Ué, vocês já voltaram? – perguntou.
– A Terra só é  bonita de longe. – responderam as estrelas a uma só voz.
– Como assim? – perguntou o Senhor das estrelas, que não havia entendido bem.
– De perto – disseram as estrelas – a Terra está cheia de guerras horrorosas, de violência, de doenças terríveis. Nós tratamos de vir logo embora, antes que fôssemos contaminadas por tanta coisa feia e ruim.
O Senhor das estrelas mandou o Espírito Guardião conferir se todas regressaram.  As estrelas, que eram conhecidas pelos seus nomes e cores, estavam todas lá.  Menos uma, a estrela verde, chamada Esperança.
– Pois vá à Terra – determinou o Senhor das estrelas.  Vá  à Terra e procure aquela fujona porque lugar de esperança é no céu.
O Guardião procurou em toda parte: nas grutas profundas, no alto das montanhas, no fundo dos mares... nada de encontrar a estrela verde chamada Esperança . Foi aí que ele reparou na gente que passava nas ruas das grandes ou das pequenas cidades.  E notou que havia um brilho diferente, um brilho esverdeado no fundo dos olhos das pessoas.
O Guardião, então, deu um mergulho para dentro da boca de uma senhora que passava  conversando com outra, pois Espírito Guardião pode fazer essas coisas.  Lá dentro do coração dela achou um pedacinho bem pequenininho, verdinho, brilhando, brilhando.  Então o Guardião, que sabia a língua até dos pedacinhos das estrelas, perguntou ao caquinho o que ele fazia ali.
O caquinho respondeu que era um pedaço da estrela verde chamada Esperança.  Quando ela viu a Terra, teve pena das pessoas, tão sofridas.  Então partiu-se em muitos pedacinhos, uma para cada pessoa da Terra.  E, por piores que fossem as tragédias humanas, a Esperança, firme e forte, dá às pessoas condições de recomeçarem tudo outra vez.
O Guardião achou aquilo muito bonito e concordou em que a estrela verde, chamada Esperança, ficasse na Terra.  Mas, para que a felicidade dos homens se tornasse duradoura, seria preciso chamar uma outra estrela: a Verdade. Pois só conhecendo a verdade sobre o que somos, por que estamos na Terra, para onde vamos, poderemos escolher acertadamente o que devemos e o que não devemos fazer.
E o Guardião das estrelas partiu. Logo depois regressou com a estrela Verdade que, tal como a outra, a Esperança, partiu-se em um número infinito de pedaços.

Fig.1
 E a partir desse dia, a Verdade e a Esperança estão sempre juntas. Quem procurar a Verdade, também acha a Esperança. E elas presenteiam as pessoas que as encontram com paz, coragem e felicidade.



Ilustração

Fig 1

quarta-feira, 7 de março de 2012

Tema: Vidas Sucessivas (3)

OBJETIVO:
Identificar a reencarnação como um mecanismo da Lei Divina que propicia a evolução espiritual.

1. ATIVIDADE DINÂMICA

PROIBIDO DIZER "SIM" E "NÃO".

Todos em círculo. O educador chama um participante, que vai para o centro do círculo, fazendo-lhe perguntas. Elas deverão ser respondidas corretamente sem empregar as palavras “sim” e “não”. Se forem faladas, o participante sai do círculo.
Exemplos:
– Você está bem de saúde?
– Você é filho único?
– Viu algum filme no domingo?
2. HARMONIZAÇÃO INICIAL
3. ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
Realizar o jogo: outra chance
- Riscar no chão uma linha sinuosa.
- Formar a fila das crianças e entregar à primeira uma colher e uma bolinha de isopor. Pedir que ela caminhe rapidamente sobre a linha traçada equilibrando a bolinha na colher.
- Quem não conseguir irá formando uma segunda fila para tentar outra vez, após o término da primeira fila. Pode-se dar mais de uma chance e aumentar um pouco a dificuldade como, por exemplo, segurar a colher acima da cabeça ou com o braço esticado.
Obs.: O objetivo do jogo é chamar a atenção para a outra chance a fim de vencer.
4- ATIVIDADE REFLEXIVA
4.1- Dialogar com o grupo que, à semelhança do jogo, temos também muitas chances para nos melhorarmos. Nascemos, vivemos, morremos e Deus nos dá a “chance” de renascermos outras vezes. Em cada existência, temos a oportunidade de nos tornarmos melhores, o que mostra o amor de Deus por nós.
4.2- Narrar: a nova chance
4.3- Estimular os participantes a comentarem o caso. Se ainda necessário, ressaltar que, quando apesar das chances, não nos esforçamos, aumentam as dificuldades e dores a fim de que elas nos libertem da “preguiça” de avançar no progresso espiritual.
5. ATIVIDADE CRIATIVA
5.1- Dividir o grupo em três subgrupos para uma apresentação relativa à história narrada.
5.2- Um dos subgrupos apresenta o primeiro momento(Sueli na vida em família), o outro apresenta o segundo momento(Sueli e seu Protetor no mundo espiritual) e o terceiro grupo, a vida de Sueli na nova encarnação, criando situações comuns da infância. Reler pausadamente a história, antes do início do trabalho em grupo, estimulando a imaginação das crianças a respeito das situações que estão sendo vividas por Sueli.
6- HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE
6.2- Fazer relaxamento e respiração da forma habitual. Pedir que visualizem um local bonito e tranqüilo, que traga bem-estar.
6.2- Meditar:
Sou um espírito imortal e a cada dia torno-me melhor.
7- AUTO-AVALIAÇÃO


A NOVA CHANCE


 Sueli era a filha única de um casal bondoso e trabalhador. Desde criança demonstrou ser voluntariosa. Não lhe faltaram os conselhos, nem o carinho dos pais. Entretanto, a menina, rebelde, desprezava-os, respondia mal e nunca se interessava em cumprir seus deveres escolares.
O tempo passava e Sueli continuava a não aproveitar as oportunidades que seus pais ofereciam.
Jovem ainda, adoeceu gravemente e desencarnou.
Ao despertar no mundo espiritual, sua consciência acusava-a da oportunidade perdida. Sueli sofreu muito. As respostas malcriadas que havia dado a seus pais ecoavam sem descanso em sua mente e sentia-as como verdadeiras flechadas no coração. Todos os momentos eram de angústia.
Um dia suplicou ao seu Espírito Protetor para que lhe fosse dada uma nova chance, reencarnando novamente, isto é, nascendo outra vez e crescendo para tornar-se uma boa menina.
Sueli conseguiu a nova chance, porém, não mais nas condições anteriores. Reencarnaria em outro lar, ficando órfã ainda menina. Cedo teria de trabalhar para pagar seus estudos. Vencendo essas dificuldades, ela teria um grande progresso espiritual. Sueli agradeceu, comovida, a nova chance, compreendendo a importância das lutas que teria de enfrentar.

Alguns meses depois, renascia Sueli, em novo corpo, em outro lar.
Será que aproveitará bem a nova chance?
De que dependerá a vitória ou o fracasso?




Ilustrações: A NOVA CHANCE

Fig 1


Fig 2

O SER: CORPO E ESPIRITO (2)

OBJETIVOS:
- Identificar-se como espírito imortal que possui temporariamente um corpo físico, que lhe serve de instrumento para seu progresso.
 
- Identificar as condições que favorecem a harmonia espiritual, fazendo brilhar a luz interior.

1. ATIVIDADE DINÂMICA
BATATA QUENTE
Material: música (fitas), gravador, um objeto que represente a “batata quente”.
O grupo, em círculo, sentado.  Ao som da música todos deverão passar a “batata quente” para o participante da esquerda. Não podem jogar, mas colocar na mão do outro. Quando a música pára, aquele que estiver com a “batata” levanta-se, diz o nome e afirma: ... é o meu novo amigo deste grupo. Quem for indicado, levanta-se e agradece por meio de um gesto. Recomeça a música e continua o jogo.
2. HARMONIZAÇÃO INICIAL
3. ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
3.1- Usando um estilete, dividir ao meio, no sentido longitudinal, alguns grãos de feijão colocados previamente em algodão úmido, à temperatura ambiente durante alguns dias até iniciar o processo de germinação.
3.2- Espalhar os feijões em pontos diferentes de uma mesa.  As crianças irão  observar o embrião, com o início de formação das duas primeiras folhinhas e a reserva de alimento do embrião ocupando quase todo o interior da semente - são as cotilédones (ver o figura 1).

3.3- Esclarecer que aquele minúsculo embrião contém todas as características do futuro pé de feijão: tipo, cor, tamanho do caule, das folhas, das favas, das sementes.  Tudo está ali latente, em potencial, aguardando as condições para germinar.  A reserva de alimento é necessária até o momento em que a planta tenha condições de fabricar o seu próprio alimento
Observação: A figura auxilia a observação mas não se deve dispensar o uso das sementes na observação.
4. ATIVIDADE REFLEXIVA
Perguntar se alguém quer tentar descobrir o que o professor falou ao menino. Ouvir as opiniões, instigando a curiosidade, como num jogo, dizendo conforme a resposta: “está quente”, “está frio”, “está morno”,...
4.1- Esclarecer que a observação do feijão vai ajudar a compreender o final da história.
4.2- Dizer que vai contar o que o professor revelou a Iriel:
Ü Cada um de nós tem um corpo com características próprias.  Não há duas pessoas exatamente iguais, nem mesmo os gêmeos mais parecidos.  O corpo é muito importante para a nossa existência, mas não somos só esse corpo que vemos; nós somos o espírito, que não vemos. Ele é o nosso eu verdadeiro, imortal, porque continua a viver mesmo depois que o corpo morre.Ü O espírito é  tal  como  um  terreno, onde  Deus  colocou muitas  sementes maravilhosas: da bondade, da paciência, da humildade, da alegria e outras.Quando essa sementes germinam e começam a crescer, em vez de aparecerem folhinhas, vão surgindo pontos de luz,  que formam o “eu-luz”
Ü Nas “sementes” que ainda não germinaram, não podemos ver os pontos de luz: é o     “eu-sombra”; e somente fazendo coisas boas vamos poder “acender” os pontinhos de luz no espírito.
4.3- Perguntar:
Ü Vocês já descobriram por que Iriel sentiu-se novamente feliz, rico e poderoso?
4.4- Ouvir as respostas, concluindo que Iriel descobriu que tem dentro dele as sementes de muitas riquezas, pontinhos de muita luz que ele pode fazer brilhar...
4.5- Apresentar situações do cotidiano e indicar um participante para avaliar se o personagem agiu com o “eu-luz” ou com o “eu-sombra”. 

Exemplos:
a- Mariazinha ganhou três bombons.  Comeu um e deu os outros para os seus dois irmãos.
Mariazinha agiu com seu “eu-luz” ou seu “eu-sombra”? Qual a “sementinha” que já está desenvolvida? (da generosidade, da bondade etc.)
b- João, sem querer, esbarrou e entornou o remédio do colega.  Ao chegar em casa, contou o fato à sua mãe e tirou todas as moedas do seu cofre para comprar outro vidro de remédio para o colega.  João usou o seu eu-luz ou eu-sombra? Que “sementinha” de João já está iluminada? (da honestidade, da responsabilidade...)
c- Maurício e Isabel eram muito amigos.  Sempre que Maurício ia fazer as lições da escola, corria para pedir ajuda a Isabel.  Um dia ela lhe disse que gostava de auxiliá-lo, mas ele precisava esforçar-se para resolver sozinho os seus problemas.
Maurício sentiu-se ofendido e deixou de falar com Isabel.  Maurício agiu com o “eu-luz” ou com o “eu-sombra”?  Que “sementinha” ainda não germinou? (da humildade).
4.6- Solicitar que cada um se sente em silêncio, feche os olhos por alguns momentos e identifique em si um sentimento do seu “eu-luz” e outro do seu “eu-sombra”. Os participantes que desejarem poderão expressar-se livremente através de palavras ou de criação artística.
5- ATIVIDADE CRIATIVA
Propor que, em conjunto, relembrem uma história como, por exemplo, da Branca de Neve.  À medida em que for narrada, o coordenador pára nos momentos principais e indaga:
– Este personagem agiu com o “eu-luz” ou o “eu-sombra”?
6- AUTO-AVALIAÇÃO
6.1- Música suave, relaxamento, respiração lenta e ritmada.
6.2- Acender uma vela e pedir que todos se concentrem na chama. Depois fechar os olhos, imaginar uma luz parecida no seu coração.
6.3- Pedir que cada um se imagine realizando uma boa ação: cuidando de uma criança, ajudando uma pessoa, perdoando... e visualize uma luz muito bonita, de cores suaves, irradiando de seu coração.
6.4- Ainda durante a concentração, fazer breve prece de agradecimento.
7- HARMANIZAÇÃO FINAL / PRECE

iLUSTRAÇÃO



Tema Básico> A busca da verdade (1)

OBJETIVO:
Despertar o interesse para a busca das verdadeiras riquezas do Ser.

1. ATIVIDADE DINÂMICA
Cada criança formará uma dupla com o colega que está a seu lado. Cada dupla irá ao centro da rodinha e falará (ou cantará):
 – Que bom te ver!
Que bom te conhecer!
Eu sou ............(diz seu nome)
Você é .........? (o colega diz o nome)
2. HARMONIZAÇÃO INICIAL
Colocar música suave. Dizer às crianças que, ao ouvirem um sininho, cada um sentará em silêncio, na rodinha (traçar no chão um círculo, com giz, para marcar o local da rodinha). Pedir que respirem calmamente, prestando atenção aos movimentos da respiração.
3. ATIVIDADE INTRODUTÓRIA
3.1- Pedir que as crianças procurem os três objetos “valiosos” (explicar o significado) que foram escondidos em lugares diferentes da sala (ou do pátio) antes do  inicio das atividades (Ex.: dinheiro, livro, brinquedo diferente...).  Conforme a idade das crianças, pode-se dar pistas, como: “serve para fazer compras”, “é um objeto com muitas figuras” etc)
3.2- Pedir que as crianças, uma de cada vez, peguem o pincel, pintem uma das partes “valiosas” do corpo e a “carimbem” na folha de papel, usando tinta guache (colocar, no chão ou sobre mesa baixa, uma folha de papel pardo de modo a facilitar a atividade.  A tinta guache já deve estar diluída).
Observação: Se a criança indicar uma parte que não pode ser carimbada (ex.: coração), pedir que a desenhe no papel.
3.3- As crianças guardam o material de pintura, lavam as mãos e colocam, no mural ou na cordinha, o trabalho que fizeram.
4- ATIVIDADE REFLEXIVA
4.1- Colocar os objetos “valiosos” encontrados pelas crianças no centro da rodinha e perguntar: – Por que o ..................(dinheiro, livro...) tem valor? Para que serve?– Se vocês não tivessem procurado com vontade de encontrar, teriam achado?
4.2- Pedir às crianças que pensem em três coisas “valiosas” da Natureza (lembrar que podem estar no céu, na terra, no mar...) e digam por que são importantes.  Ouvir as crianças. Estimular para que falem.
4.3- Pedir que cada um, agora, olhe bem o seu corpo e escolha uma parte muito importante.

5- ATIVIDADE CRIATIVA
Pedir  a algumas crianças que cada uma pegue, na caixa, um brinquedo que goste e mostre aos colegas de que maneiras se pode brincar com ele. Estimular as crianças não só a criar novas formas de brincar, mas também a falar sobre elas.
6- HARMONIZAÇÃO FINAL / PRECE
A mesma atividade da harmonização inicial.
7- AUTO-AVALIAÇÃO
Perguntar:
– O que você mais gostou de fazer?– Você ajudou algum coleguinha? Como?– O grupo comportou-se bem ou precisa melhorar?

Figuras e sons

Material: figuras em cartolina; instrumentos de bandinhas.
Recortar em cartolina um círculo, um triângulo, um quadrado e um retângulo. Em seguida tocar quatro instrumentos de bandinha como, por exemplo, tamborim, sino, pandeiro e pauzinhos, até que as crianças identifiquem bem os sons. Combinar a representação de cada instrumento por uma das figuras recortadas. Faça uma demonstração para que as crianças associem os sons às figuras. Em seguida, o educador esconde-se e toca uma seqüência de dois ou três sons enquanto uma criança previamente escolhida arruma no flanelógrafo as respectivas figuras. Depois, inverter a atividade: o educador apresenta a seqüência das figuras e a criança toca os respectivos instrumentos. Começar com apenas dois sons. Aumentar gradativamente a dificuldade, tocando os sons mais rapidamente.

Onde estou?

Material: venda para os olhos.
Participantes em círculo. O educador venda os olhos de um, cuja tarefa será chamar uma pessoa e localizá-la. A um sinal, a posição dos participantes se altera e o que estiver com os olhos vendados   (no centro) chama um colega pelo nome. Este responderá e o que está no centro procurará localizar e tocar o colega. Este não deverá mudar de lugar. Se depois de três tentativas o jogador de olhos vendados não conseguir encontrar o colega chamado, o jogo continua com outro no centro do círculo.

Descubra a voz

Material: gravador, fita
Pedir que cada criança registre num gravador uma frase, cantando, cochichando, falando grosso ou fino, de modo dengoso, conforme cada um desejar. Depois todos repetirão o que foi feito, em coro, que também será gravado. Ao final, cada um, ouvindo a gravação, procurará reconhecer sua voz.

Charadas



Sugerir uma palavra para cada participante, que deverá apresentá- -la através de gestos. A palavra pode também ser representada sílaba por sílaba. Exemplo: soldado. Representar o sol e depois o dado.
Variação: Pode-se também sugerir provérbios, a serem represen-tados em duplas ou grupos.
Exemplos:
Macaco velho não mete a mão em cumbuca.
Cavalo dado não se olha os dentes.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido.
Mas vale um pássaro na mão do que dois voando.
Quem corre cansa, quem caminha alcança.

Mímica seqüenciada



Quatro participantes são retirados da sala. Os demais preparam uma cena para ser representada  por mímica. Um dos participantes de fora da sala entra e a cena é representada para ele, que observa para poder representá-la para o segundo de fora da sala, quando for solicitado a entrar. E assim sucessivamente até que todos que estavam fora tenham visto e feito a “mímica seqüenciada.”
Após a representação pergunta-se aos “mímicos” o que eles representaram. Exemplos: Dar banho no bebê, vender camisetas, descascar legumes, etc.